segunda-feira, fevereiro 20

História dos Tecidos - Idade Antiga

Queridos, tenho que fazer essa postagem linda.. é algo que se remete ao passado, mas são coisas que trazem influencias para a moda e no conhecimento.  Ando estudando tudo relacionado sobre isso.. já que será o assunto das próximas aulas no meu curso da faculdade. Então vamos lá... resuminho.. 
Vejam aqui o link  do livro ´´História da Indumentária´´(em pdf)  tem falando desde o período da pré  história ate o contemporâneo (anos 10 aos 90). E  mais sobre ´´os tecidos´´ e um vídeo que gostei. 
        

          
 
     Veras acima, clicando link, que as vestimentas  foram se evoluindo artesanalmente, durante a pré história... Os métodos continuaram... mas a partir da li, só foi melhorias e adaptações  para chegar em uma produção boa de roupas.
 
    Entrelaçar fios é a mais simples definição de “tecer”, um hábito cultivado desde a antiguidade. Cruzando as mais diversas épocas, é possível ler a história nas tramas do tecido: do Egito antigo à América pré-colombiana, da Inglaterra na revolução industrial no século XVIII ao revolucionário prêt-à-porter na França no século XX, dos teares mais rústicos aos fios nanotecnológicos, das fazendas mais simples às tessituras fashion.

   Desde a pré-história, os tecidos foram fundamentais para a história do homem. No Egito, os faraós eram embalsamados com o linho, símbolo de poder e riqueza. Na Mesopotâmia, a lã ganhou importância, com a domesticação de carneiros e ovelhas. Saiba um pouco mais sobre cada um desses períodos a seguir.

     
  No prefácio de Fio a fio: tecidos, moda e linguagem, de Gilda Chataignier (Estação das Letras, 2006), Kathia Castilho diz: “Como se vê, os fios tramam contextos, alinhavam histórias, arrematam elos de nossa cultura”. A história dos tecidos nos conta muito sobre o corpo, a moda, os costumes e hábitos, a arte, a cultura e a tecnologia de uma época.


No livro Tecidos: História, Tramas, Tipos e Usos (Editora Senac, 2007), a jornalista Dinah Bueno Pezzolo conta que a tecelagem é considerada uma das artes mais antigas do mundo. O surgimento? Questão de necessidade, para proteger o corpo humano do frio e das intempéries naturais. Primeiro, os homens se aventuraram no entrelaçamento de galhos e folhas – e assim nasceria a cestaria. A partir daí, novos modos de entrelaçar foram descobertos, assim como novos desenhos, texturas e materiais.


Dinah Bueno Pezzolo, ancorada na antropóloga Olga Soffer, diz que o mais antigo indício da existência de têxteis na história da humanidade data de mais de 24 mil anos, no período Paleolítico. Já no Neolítico, vestígios encontrados por arqueólogos indicam os avanços na cultura têxtil. “No Egito, foram descobertos tecidos feitos de linho que datam de 6000 a.C. Na Suíça e na Escandinávia, foram encontrados tecidos de lã datando da Idade de Bronze (3000 a.C. a 1500 a.C.). Na Índia, o algodão já era fiado e tecido por volta de 3000 a.C. Na China, a seda era tecida pelo menos mil anos antes de Cristo”, conta Dinah.


4000 a.C.: Linho Mesopotâmia e Egito

Da família das lináceas, o linho é um dos tecidos considerados mais nobres na história da moda, por sua tradição. No Egito antigo, os faraós eram embalsamados com o linho, o que era um símbolo de poder e de riqueza. As planícies do rio Nilo servem de leito para o linho há milhares de anos.

Segundo Dinah Bueno Pezzolo, o tecido vestia faraós e rainhas egípcias e, quando plissado, ficava ainda mais gracioso e belo devido à transparência de sua textura fina. O fio nobre se espalhou pela Europa graças aos fenícios, comerciantes e navegadores ilustres que o levaram para a Irlanda, a Inglaterra e a Bretanha. No entanto, foram os romanos que iniciaram o cultivo no norte europeu.

De acordo com Gilda Chataignier, o linho já prenunciava pinceladas de moda na Antiguidade (ainda que o conceito só tenha se definido no fim da Idade Média), pois o linho branco era usado para realçar as suntuosas joias dos faraós, reis e rainhas. Nascido em planícies áridas, o linho conquistou o status de fibra nobre, por seu toque macio e delicado.




Lã  Mesopotâmia
A Mesopotâmia (atual Iraque) foi pioneira na domesticação de carneiros e ovelhas, essenciais para a trama das lãs. Antes da Mesopotâmia, porém, os povos nômades já usavam a lã, mas de uma outra maneira: na Idade da Pedra, os homens se alimentavam da carne de carneiro selvagem e depois usavam sua pele como agasalho. Média, conquistaram as cortes europeias. Atualmente, a lã fina, do carneiro merino, originário da Espanha, se destina especialmente para alta-costura e prêt-à-porter de luxo. Enquanto isso, a lã de raça cruzada se volta para peças mais acessíveis do prêt-à-porter.


Do Oriente ao Ocidente, o algodão teve forte influência sobre várias culturas. Já a seda, nascida na China, ganhou fama e se tornou cobiçada no Ocidente. O trajeto entre China e Roma se tornou a Rota da Seda, com 7 mil km de extensão, atravessando territórios da Rússia, Índia, Afeganistão, Paquistão, Iraque, Irã, Síria, Turquia e Armênia.

3000 a.C.: O algodão no Paquistão e na Índia
A Índia e a Etiópia lideraram as primeiras peças tecidas de algodão. Antes conhecido como “lã de madeira”, “lã de árvore” e “ouro branco”, o algodão se tornou a fibra mais usada do mundo. O algodão cultivado no Egito se tornou mundialmente famoso, por ser incrivelmente forte e macio. Às margens do Rio Nilo, o clima e o solo são ideais para essa cultura. Assim, o Egito conquistou um capítulo à parte na história dos tecidos.

De acordo com Dinah Bueno Pezzolo, Heródoto dizia no ano 445 a.C. sobre o que vira na Índia: “Ali encontramos grandes árvores em estado selvagem cuja fruta é uma lã melhor e mais bonita que a de carneiro. Os indianos utilizam essa lã de árvore para se vestir”. O algodão egípcio é considerado o melhor e mais fino do mundo. No século VIII, o linho se tornou o principal tecido europeu. No século XIII, despontavam as “batistas”, tecidos finos de linho em vestidos, camisas e roupas íntimas.




Na América, o algodão selvagem era cultivado desde 5800 a.C., segundo vestígios descobertos em uma gruta perto de Tehuacan, no México. A fibra era uma fonte importante de recursos para os maias.
“Assim, muitos antes da chegada dos conquistadores ao novo continente, o algodão já fazia parte da vida de seus habitantes. 

  Observe aos detalhes do vídeo... das roupas... das cores.. etc. 

                                

 Para quem quer ser aprofundar mais... leia livros, veja os filmes... busque sempre entender... já sou apaixonada por moda... amando minha faculdade.. muitos assuntos interessantes.. espero que tenham gostado... fiz com carinho.. beijos..

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